06 ago 2015

102 in Memoriam

Ainda posso sentir o cheirinho de frango assado, o piso da cozinha ainda está molhado
Sinto paz ao observar o pequeno tanque de lavar roupas cheio de água limpa
e graça ao ouvir histórias das mais variadas bolinhas coloridas
Sinto o macio da terra molhada sob meus pés
e a beleza da dança dos pássaros
Ouço a lucidez das palavras doces
Sinto o cheiro de lembranças boas vindas de um velho cachimbo
E vejo passos firmes e uma boa memória
Percebo a delicadeza de velhas recordações
Amo a maturidade numa alma com a essência de criança
Sinto o perfume da experiência
e este perfume ilumina a minha existência!

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Poema publicado na Antologia Âmago pela Editora Regência em 2011.

Fiz esse poema em homenagem a minha Bisa, mãe da minha avó, pouco depois que ela havia falecido: lúcida, linda, doce e centenária.
As fotos são da Aghata Gameiro Fotografia no dia lançamento da antologia, a Agatha tem fotos lindas, vale muito a pena conferir o portfólio dela.
E sim, este ser da foto sou eu! rs

30 jul 2015

Fotógrafo Lambe-Lambe

Durante a minha “viagem” pela Virada Cultural, conheci um personagem diferente de tudo o que eu já havia vivenciado nesses meus mergulhos culturais.
O paulista Edyr Sabino, ou Fotografo Lambe-Lambe, procura na sensibilidade dos sorrisos espontâneos a inspiração para os seus cliques atuando no dia-a-dia pelas cidades e até mesmo outros países. Nada escapa de suas lentes, pessoas comuns, paisagens, personalidades desse mundo a fora, mas são nos sorrisos é que ele encontra a sua essência fotográfica.
É formado em Física pela Universidade federal de São Carlos, Mestre em Ciências em Engenharia biomédica pela UFRJ e Doutor PhD em Física Médica pela University of Surrey, Inglaterra, onde despertou ainda mais seu amor pela fotografia.
Seu sonho é partir sem rumo, num Jeep, sem destino certo, fotografando tudo aquilo que sua lente, mente e olhos destacarem.
Todas as suas imagens estão disponíveis em seu site Lambe-Lambe, onde a pessoa que como eu foi clicada, pode salvar seu registro como recordação de um momento único.                img20150620_220432 img20150621_152518DSC00361DSC00367DSC00481DSC00482

28 jul 2015

Virada Cultural 2015

Andei um pouco sumida devido a muitos compromissos que ao longo da semana conto tudinho aqui no blog e por isso os posts sumiram junto.

Uma das minhas felicidades durante esse período, foi dar aquela escapada básica da minha rotina para curtir aquilo que de fato mais amo em Sampa, essa multiplicidade cultural que só quem está por aqui durante a Virada Cultural pode entender e sentir.

A Virada Cultural de São Paulo, abraça toda a cidade, idades, gostos e tribos trazendo 24 horas de amor por onde estaciona.
Confesso que nada do que eu programei deu certo, quem eu queria encontrar não consegui, quem eu não esperava abracei e ao som de quem eu amava cantei. Ahhhh não preciso negar que morro de amores pelo Nando Reis!!!

Para encontrar alguns amigos, acabei batendo ponto no palco Júlio Prestes e como colei na grade acabei não encontrando quase ninguém rsrs. A parte chata da Virada Cultural desse ano foi a Lei de Murphy que colocou todos os shows que eu queria ver no mesmo horário, como eu queria ter visto Sidney Magal, Ana Cañas e Bruna Caram <3
Mas não é apenas de atrações musicais que viveu a Virada Cultural, intervenções artísticas, dança, teatro, museus abertos durante a madrugada toda, saraus e gastronomia também fizeram parte dessa explosão de amor.

Embora eu morra de amores pelo Nando, tenha me apaixonado pelo Carbono de Lenine, o Monobloco e a Daniela Mercury tenham feito da minha noite mais alegre e agitada, Emicida foi de longe O Melhor Show que assisti durante a virada e olha que já vi muitas apresentações dele por ai, mas nada comparado ao ultimo.

Eis um pouquinho do que eu vivi nessa Virada    11755771_1159752117375380_4205361989856799588_n11224580_1159751807375411_7038585099973061504_nDSC00347DSC00370DSC00380DSC00470DSC00507DSC00552 DSC00548